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terça-feira, 23 de dezembro de 2025

BAIXAS HORAS DA MADRUGADA


IMAGEM: Suhas Hanjar, in Pexels

Baixas horas da madrugada,

O tic-tac ecoa no silêncio modorrento da casa.

Minh’alma vagante não se mantém aquietada;

Pensando na vida, meu coração se faz em brasa.


A bateria do relógio impulsiona

As leves batidas dos ponteiros

Enquanto eu, deitado em minha poltrona,

Queimo memórias e as despojo em cinzeiros.


E é como a bateria que meu coração bate

E me leva a continuar trilhando a incerteza.

Pelos bosques da vida, antes que o tempo a mate,

Poesia recolhida se transforma em beleza.


Relógios tornam-se cata-ventos

E já não sei discernir nem minhas vontades.

Jaz aqui, por ora, entre meus lamentos,

O suplício de todas minhas meias verdades.

 

Douglas Jefferson, bacharel em Filosofia

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