Baixas horas da madrugada,
O tic-tac ecoa no silêncio modorrento da casa.
Minh’alma vagante não se mantém aquietada;
Pensando na vida, meu coração se faz em brasa.
A bateria do relógio impulsiona
As leves batidas dos ponteiros
Enquanto eu, deitado em minha poltrona,
Queimo memórias e as despojo em cinzeiros.
E é como a bateria que meu coração bate
E me leva a continuar trilhando a incerteza.
Pelos bosques da vida, antes que o tempo a mate,
Poesia recolhida se transforma em beleza.
Relógios tornam-se cata-ventos
E já não sei discernir nem minhas vontades.
Jaz aqui, por ora, entre meus lamentos,
O suplício de todas minhas meias verdades.
Douglas Jefferson, bacharel em Filosofia
in Nascente

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