Chove lá fora, lá fora chove,
Cá dentro também e desde as nove.
O tempo não passa, apenas escorre
Por entre meus dedos que não podem segurar.
Quando a noite grita, cai e morre,
O ontem se ofende pelo que nunca irá deixar.
Chove lá fora, lá fora chove,
O mundo quer parar, mas — pena — não pode.
Portanto, aceite o momento e o acomode
Na gaveta do peito que Deus move.
Areia caída sangra, depois erode
Na máquina da vida, antes que se prove.
Douglas Jefferson, bacharel em Filosofia
in Nascente

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