Fui-me embora naquele dia,
Tão dia quanto o dia mais dia de minha vida
E minha alma afagada por essa memória tão recente
Fez-me acreditar no que eu não deveria.
Dia bom é dia que fica.
É natural fotografia que a mente trata em guardar
Em painel prensado na porta de entrada e significa
O valor do que se foi e a busca em nisso voltar.
Ah, mas se voltasse… Não voltou.
Se a trajetória então mudasse… Não mudou.
Se à memória retornasse… Nem lembrou.
Se meu laço segurasse… Deslaçou.
Se tudo não fosse, hoje mesmo, aqui eu estaria.
Pensaria enquanto sorria
No futuro, então apagado, que em nós sobraria.
Fui-me embora naquele dia.
Douglas Jefferson, bacharel em Filosofia
in Nascente

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